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O FAZENDEIRO E A MODELO.

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Quando ao reluzir da alva, Nos primeiros raios da manhã calma, Ecoou ao longe da campina, O choro da pequena menina, Nascia naquele instante, Uma linda princesa de olhar reluzente, De olhinhos azuis quanto ao céu em pleno dia, O pequeno anjo ledo trouxe alegria. A mãe, filha abandonada de rico fazendeiro, Homem de coração ruim, por demais traiçoeiro, O nascimento daquela belíssima criança, Na humilde família trouxe esperança, O pai era um jovem da cidade, Passava o dia em labuta, de pouca idade, As lágrimas da mãe à molharam o chão, Lágrimas que nascem do âmago do coração. O tempo passou e a menina cresceu, Ela mudou-se da cidade onde nasceu, Agora morava na capital grandiosa, Mulher tão alta que era, divinamente majestosa, Tamanha beleza chamou atenção, Nos corações despertava paixão, Tão educada, com carinho a todos tratava, Em sua comunidade, todos a amava. Certo dia um rico senhor por nome Rabelo, Convidou a linda...

O TEU SORRISO.

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O teu sorriso ecoou no horizonte, No horizonte de meus pensamentos, O teu sorriso ecoou suavemente, Suave como a brisa da manhã, Sorriso que acalma e acalenta, Sorriso de anjo ledo, Sorriso que estremece tudo lá dentro, Canção de amor, Canção ao coração que chora, Canção a alma prisioneira, Sorriso que ecoa no horizonte, Horizonte inimaginável, Horizonte invisível, Mas o teu sorrir está lá, Tão suave e tão mágico, Sorriso de amor a me chamar, Sorriso que me encanta ao olhar, Sorriso tão belo assim, Movendo as fibras do meu seio, Me inspira as letras vivas no papel, Voz tão meiga que imagino, Meu pedaço do céu, Eu que te amo tanto, Tanto que com palavras não sei dizer, Sorriso tão maravilhoso, Sorriso encantador, Sorriso de um divino ser. O teu sorriso grita no silêncio, sorriso que é meu tormento, É meu sonho de ventura, De poeta errante aventureiro, Tal como um barco em pleno mar, A navegar sem direção, Pelas ...

MADRUGADA FRIA.

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Madrugada fria, Transeuntes encapuzados Cabisbaixos no frio intenso, Transeuntes sem destino, Parecem caminhar a esmo, A rua deserta, A alma inquieta, Vagos faróis ao longe, Fosco lume indeciso, Ébrios por trás do volante. Madrugada fria, O coração em desespero, A alma grita, Prisioneira em calabouço de ossos, Vagas emoções e pensamentos imperfeitos, Meu olhar moribundo, Buscando no escuro profundo, Alguma razão sem sentido, Qualquer mesmice que me distraia. Madrugada fria, Eu me recolho na minha insignificância, Eu me encolhi no canto sujo, Homem sem vida me tornei, Me tornei homem sem sonhos, Foi-se o brilho de meus olhos, Esvaiu-se entre os dedos a vida, Meu fôlego que enlaça à dor vivente, Talvez eu nunca mais o tenha. Madrugada fria, Meu pensamento lá em você, Anjo ledo sem asas, Parada em minha frente, Então minha mente insana, Em desejo se inflama, Te projeto em faces alheias, Talvez eu enlouqueça, ...

BELA FLOR.

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Quando meus olhos pousaram nos teus, Quando da vez primeira que te vi, Encantei-me de maneira inexplicável, Tal beleza nunca antes vista, Meu coração estremeceu no peito, Faltou-me o ar de repente, As mãos ficaram trêmulas, As pernas bambearam, E lá estava você, Vestida de majestade, Reluzindo como um diamante, Diamante de grande quilate, Fotografia, praia do encanto, Meu coração se entregou naquele instante, Em que meus moribundos olhos, Ousou pousar em teus belos olhos, O amor é realmente divino, Estou perdidamente apaixonado por ti, Como nunca antes estivera, Quisera eu ser poeta, Rabiscar nas pétalas de uma flor, Meus loucos versos de amor. O mar ao ver tua face, Encantado, derramava-se de tristeza pela areia O sol ao contemplar tua formosura, De vergonha, escondeu sua face, Nem o maior dos diamantes, Tem o quilate reluzente do teu ser, Deveras o menino travesso, Se é que de fato existe, De arco e flechas nas mãos...

ELA PASSOU POR MIM.

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O seu corpo nu, Debruçado na areia quente da praia, Ao sabor da brisa quente de verão, Banhado pelo vai e vem das marés, No interminável balé das ondas, E o sol com olhar enciumado, Ardendo em desejos de te querer, Te observando da altura celeste, Sem nada poder fazer. Eu sou apenas essa sombra esguia, Eu sou apenas um pensamento vago, Eu sou apenas emoção sem sentido, Eu sou apenas palavras jogadas ao vento, Eu sou apenas a ideia não concebida, Eu sou aquele verso esquecido no papel, Eu também te desejo ardentemente, Eu te anseio em meus braços, Eu desejo os teus lábios nos meus. O seu corpo reluzente e nu, Levantando-se com leveza da areia quente, A passos curtos caminhando na extensão da praia, Seu olhar fixo no horizonte azul, A curva dos teus seios ao sabor do vento, A silhueta de seu corpo causando-me desvarios, Beleza incomensurável, O sol enlouquecido escondeu sua face entre as nuvens, E até as nuvens te desejam, A...

O TEMPO.

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O tempo é o senhor de si mesmo  Ele determina o seu próprio curso Não se submete a ninguém Não dá satisfação também O tempo não tem face Nem olhos Nem coração O tempo nos escraviza a ansiedade O tempo nos condiciona a espera desesperada Uma espera desesperançada O tempo subjuga as ações Me limita Sou intimidado por este carrasco sem alma. O tempo surgiu na espreita Na noite escura Na rua estreita Com ele trouxe tão negros e belos olhos Com ele trouxe tão graciosa face de anjo ledo E eu, poeta errante Com meu coração aos pedaços chorei o amor O tempo não teve misericórdia Impôs a minha alma o suplício de amar Desmedidamente amar sem ser correspondido Sentimento de dor. Amar é ser livre? Amar é voar nas asas do vento? As vezes tenho dúvidas quanto ao amar Quanto ao que realmente é o amor Este sentimento que é tão antigo Que remonta aos poetas mais longínquos Que remonta o próprio tempo Que sentimento é esse afinal?...

PALAVRAS AO VENTO.

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Pobre alma, Jogada as traças, Esquecida no calabouço de meu corpo, Prisioneira confusa e descuidada, Eu... Solitário e tão só, A mendigar esse amor de perdição, Esse amor que me corrói por dentro, Que me desatina, Que me fascina, Que me destrói, Esse amor que veio inesperadamente, Surgiu destes teus olhos tão brilhantes, Na tarde daquele dia, Naquela bela praça chamada Paris, Você estava lá, entre as rosas do jardim, Brilhava mais que as rosas, As aves cantavam juras de amor, Eu sou apenas um poeta esquecido em um canto qualquer, Um poeta com seus papéis desordenados, Um poeta loucamente apaixonado, Meu amor de perdição, Amor proibido,  Amor tão querido, Amor tão distante e improvável, Amor que me destrói, Amor que eu não queria amar, Mas o meu coração tão teimoso que é, Só quis saber de você, Só do seu amor, Só de te amar. Meu corpo, Aprisionado a essa pobre alma, Meu coração desesperado, Prisioneiro desse ...