O FAZENDEIRO E A MODELO.
Quando ao reluzir da alva,
Nos primeiros raios da manhã calma,
Ecoou ao longe da campina,
O choro da pequena menina,
Nascia naquele instante,
Uma linda princesa de olhar reluzente,
De olhinhos azuis quanto ao céu em pleno dia,
O pequeno anjo ledo trouxe alegria.
A mãe, filha abandonada de rico fazendeiro,
Homem de coração ruim, por demais traiçoeiro,
O nascimento daquela belíssima criança,
Na humilde família trouxe esperança,
O pai era um jovem da cidade,
Passava o dia em labuta, de pouca idade,
As lágrimas da mãe à molharam o chão,
Lágrimas que nascem do âmago do coração.
O tempo passou e a menina cresceu,
Ela mudou-se da cidade onde nasceu,
Agora morava na capital grandiosa,
Mulher tão alta que era, divinamente majestosa,
Tamanha beleza chamou atenção,
Nos corações despertava paixão,
Tão educada, com carinho a todos tratava,
Em sua comunidade, todos a amava.
Certo dia um rico senhor por nome Rabelo,
Convidou a linda morena para trabalhar como modelo,
Em pouco tempo o sucesso chegou,
Nos palcos do mundo a morena desfilou,
Não muito depois veio grande bonança,
Em mulher importante tornou a criança,
Lembrou-se da querida mãe de idade já avançada,
Comprou-lhe aconchegante casa em sua cidade
Mas quem haveria mesmo de imaginar,
No que o destino tempos depois veio a tramar,
O rico dono daquela agência adoeceu,
Gravíssima doença que lhe acometeu,
Pouco antes de morrer revelou em tom verdadeiro,
" Diga a sua mãe bela moça, sou aquele rude fazendeiro,
A moça agora, como a única herdeira,
Tornou-se a dona da agência e também fazendeira.
Essa bonita história a muito passou,
Foi um senhor desconhecido quem a contou,
Eu aprendi naquele momento,
Tão precioso e verdadeiro ensinamento,
Na vida rege sempre a lei da semeadura,
Branda com quem é branda, dura com quem é dura,
Deixou-me aquele senhor um conselho de irmão,
" Plante o amor meu filho, nas terras de seu coração.

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