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Mostrando postagens de abril, 2018

A NOITE.

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A noite se faz alta, A escuridão enlaçou o dia, O engoliu aos poucos sem ele perceber, A noite é traiçoeira, Traz ao pensamento as lembranças, Traz ao coração deseperanças, Na alma angústia sem fim, A noite veio surrupiar o dia, Roubou-lhe a alegria da luz, Tirou-lhe o aconchego do calor, Soprou seu vento frio do ártico, Soprou suas quimeras adormecidas, Soprou as suas feras adormecidas, A noite trouxe consigo o medo, A noite trouxe consigo a prisão, A noite serrou todas as portas, Tememos o que não vemos, O que não vemos é perigoso, A noite veio para atormentar, E por ela somos levados ao suplício, E por ela somos castigados, A noite é cruel e impiedosa, Sempre com surpresas desagradáveis, Sem dizer nos seres noctambulos, Que camuflam de escuridão, Seres diabólicos e sem almas, A roubar-nos na nossa distração, Seres sem alma e sem coração, A noite demorou a passar. Ela retornou sem avisar, Sem ao menos ser anunciada, A noite veio roubar minha alegria, E o meu contentamento se des...

POEMA AO ANJO LEDO.

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Olhos tão belos e brilhante, Olhos que surgiram naquele instante, Quando distraído eu fitava o horizonte, Quando distraído estava meu pensamento, Lá estava a face formosa, Lá estava a face da Rosa, Eu que estava tão despercebido, Eu que estava tão distraído, Não notei o seu aproximar, Não notei o seu desabrochar, Mas ela surgiu de repente, Ela surgiu sorridente, A minha alma se encantou, A minha alma por ela se enamorou, Ela que vive tão distante de mim, Ela de uma formosura sem fim, Sou este poeta abandonado, Sou este aedo acabrunhado, Desejo aqueles belos lábios, Desejo aqueles doces beijos, Mas o que sou se não um pensamento, Mas o que sou senão folha ao vento, Poeta desventurado e esquecido, Poeta desiludido e vencido, Não sei o que é ser amado Não sei o que é ser o amor. Olhos tão miúdos encantadores, Olhos tão soturnos cheio de amores, E lá estava eu tão sossegado, E lá estava eu de um jeito abobalhado, Você surgiu tão de repente, Você surgiu como estrela cadente, No horizon...

FACES ERRANTES.

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O sol retornou em áureos tons,  No horizonte de uma tarde calma,  Nuvens dissipam no imenso azul celeste,  E a brisa fresca,  Aninhou na copa das árvores.  A monotonia seque seu curso,  Faces pálidas e errantes,  Caminhando por caminhos tristes,  Meninos alegres e suas pipas coloridas,  A voarem livres neste céu de almas presas. Pássaros cantam no telhado ao lado,  Melodiando ao prazer do vento,  Poetizando a sonoridade do amor.  Este poeta a tudo observa,  Contemplativo de sua cadeira,  Admirando em silêncio,  A beleza que vai passando ao longe.