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SONETO.

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  METADE DE MIM. Metade de mim é apenas razão, A outra metade é puro coração, Uma parte de mim te anseia, A outra metade procura te evitar. Enquanto metade de mim te procura, A outra metade tenta não te achar, Uma parte de mim te ama loucamente, A outra é aquele amigo sempre presente. Metade de mim é prosa solitária e nua, Entretanto, no calor da outra metade, É o lirismo da poesia jogada aos teus pés. Metade de mim sorri ao escrever este soneto, Todavia, a paixão que assola a outra metade, Chora em cada verso a tua ausência.

NOITE.

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A noite está fria, Mas o vento... Ele sopra sossegadamente, Na copa das árvores… O balançar das folhas é calmo, esfregando - se uma nas outras, Mostrando inquietude, É um silêncio quase que absoluto, Se não fosse pelos grilos cantarolando ao pé da figueira, rompendo a noite com o seu som estridente. Mas a noite... Ela segue seu o curso; meu caríssimo marujo desavisado, No alto do céu, as estrelas cintilantes, incontáveis estrelas cintilantes… Acenam desesperadas para os terráqueos, As estrelas também bailam no escuro véu querendo atenção, Elas guardam os segredos dos amantes das madrugadas, elas não se importam com eles, Mas a noite está fria em seus corpos, Soprando sossegadamente sem direção certa, Os habitantes da escuridão dormem e sonham, Os moradores sem sombras estão atônitos, São os noctâmbulos moribundos das altas horas, Onde eles podem se esconder? A noite é o cobertor dos desesperados, Dos aflitos sem causa, Daqueles que temem a lu...

O OLHAR DE UM POETA.

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Este meu olhar de poeta, olhar de quem deseja, olhar de quem sonha, olhar de paixão.      Há no olhar de quem ama um lume todo ofuscante, no de quem está sendo amado encontra-se um indescritível reflexo de contentamento. No âmago de quem ama tudo é perfeito e maravilhoso, na alma de quem está sendo amado tudo se traja de igual beleza.     Admirei-lhe já do primeiro olhar um talhe esbelto e de suprema elegância, e lá estava o beija-flor, aquele mesmo de outrora, e por tal motivo, tentarei da melhor forma descrever toda a suntuosidade deste magnífico pássaro que, aos meus olhos, transformou-se em uma linda mulher.      Os lábios formosos foram esculpidos com delicadeza e desejo, de sua rósea face emana a mais doce fragrância, a sua pele é como de rosas, os cabelos fúlgidos e mágicos, tem em seus fios o encanto e a graciosidade do de uma sereia. Nos olhos cintilantes assoma-se um cosmo de estrelas etéreas, t...

PROSA POÉTICA.

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O ABISMO. A minha alma parece vazia, inexistente vagando no nada. Talvez haja um abismo em nim. A minha alma está inquieta agora, entre dissabores uivos e gritos. Talvez seja esse o abismo em mim. A minha alma ficou confusa de repente, ninfas passeiam por aqui. Talvez já seja elas o abismo. O meu coração, da mesma maneira, vaga inquieto nas desilusões desta vida murcha, sem cores, sem perfumes, sem beleza alguma. Talvez seja a vida o abismo. O meu coração sentiu o soprar impetuoso da tempestade, e nesta tarde estranha, andarilhos esquisitos aproximam-se com ferocidade da torre. Talvez eles, sejam o meu abismo. O meu coração não sabe o que deseja, querendo às vezes uma coisa, quando no instante seguinte desejam outra, e assim prosseguem sucessivamente. Talvez eu já esteja neste abismo. Eu não mudei… Sou o mesmo prisioneiro de sempre, enganei-me achando que era o que nunca poderei ser. Eu não mudarei… Serei sempre uma ave, de penas reluzentes, de asas ...

Ausência.

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Eu sinto sua falta,  Sinto falta do seu sorriso,  Sinto falta da sua voz, Sinto falta de você. Você se foi de repente, Deixou meu coração dilacerado, A alma banhada em lágrimas, E a saudade doendo dentro de mim. Somos que não deveríamos ser, Confinados na prisão de nossos sentimentos, Mas a nossa realidade é triste, Um abismo gigantesco entre nós. Eu sinto a sua falta, Sinto falta do seu perfume, Sinto falta da sua presença, A sua ausência dói demais. Somos estrelas errantes, Perambulando sem destino no céu, Na eterna busca de um pelo outro,  Sem nunca poder se encontrar. Eu sinto a sua falta, Sinto falta de nossos diálogos, Sinto falta do brilho dos teus olhos, Sinto falta de você. Mas você se foi em uma dessas noites, E o meu coração ficou triste, Minha esperança perdeu-se no silêncio, A sua ausência machuca a alma. Eu sinto a sua falta, Sinto falta de apenas estar ao seu lado, Sinto falta de...

LILLIPUT.

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Lá nas distantes colinas do sul, da fantástica cidade lilliput, morava uma belíssima princesa, filha dos famosos poetas loucos, antigos rivais dos forasteiros tenebrosos, que também tinham um filho príncipe, e morava nas distantes colinas do norte. Duas famílias que muito se odiavam, Mas os filhos que geraram enamoraram-se, o destino que um dia os separou, poetas loucos de forasteiros tenebrosos, quis ajunta-los em plenitude de amor, A belíssima princesa Azira, e o elegante príncipe Igael. Por mais que proibissem, ainda mais amavam-se, Remuel o pai de Alzira tomado de fúria, enlouquecia dia após dia, naquela distinta cidade nascia, rosas selvagens e venenosas, e cravos espinhosos selvagens. Juras de um amor eterno, transpassando a barreira do ódio, a cada beijo ardente, Indescritível o amor florescia, uma ideia foi concebida, tudo muito bem planejado, pelos dois corações apaixonados. Convites foram distribuídos pela cidade, a cada família da fantást...

O FAZENDEIRO E A MODELO.

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Quando ao reluzir da alva, Nos primeiros raios da manhã calma, Ecoou ao longe da campina, O choro da pequena menina, Nascia naquele instante, Uma linda princesa de olhar reluzente, De olhinhos azuis quanto ao céu em pleno dia, O pequeno anjo ledo trouxe alegria. A mãe, filha abandonada de rico fazendeiro, Homem de coração ruim, por demais traiçoeiro, O nascimento daquela belíssima criança, Na humilde família trouxe esperança, O pai era um jovem da cidade, Passava o dia em labuta, de pouca idade, As lágrimas da mãe à molharam o chão, Lágrimas que nascem do âmago do coração. O tempo passou e a menina cresceu, Ela mudou-se da cidade onde nasceu, Agora morava na capital grandiosa, Mulher tão alta que era, divinamente majestosa, Tamanha beleza chamou atenção, Nos corações despertava paixão, Tão educada, com carinho a todos tratava, Em sua comunidade, todos a amava. Certo dia um rico senhor por nome Rabelo, Convidou a linda...